Lenda de Yemanjá

 

Desde os primórdios da criação, Iemanjá Odúa ( Iyámi Osorongá ) mostra seu poder. No Brasil poucos possuem um conhecimento razoável sobre ela, na realidade poucos sabem que Iemanjá e Iyámi Osorongá são faces da mesma Divindade.

De Olorun, a divindade primordial da qual se originaram grande parte das divindades, criou os Orixás Oxalá e Oduduá, sendo esses as duas primeiras cabaças da existência., Exú, seria a terceira cabaça da existência, mas a matéria da qual Exú fora criado não era a mesma da qual foram criados Oxalá e Oduduá. Exú fora criado da mesma matéria que os seres humanos. Iemanjá Odúa também é uma das divindades primordiais, conta-se que Olorun ao dividir os poderes de criação entre Oxalá e Oduduá causou um certo descontentamento em Iemanjá que logo se queixou. Olorun, por sua vez, compreendeu que Iemanjá realmente estava certa ao se queixar e entregou a ela a Cabaça do Poder ( Ígbàjè ), recipiente que continha todo o poder mágico e sobrenatural, além de conter o pássaro Atioró que seria o pai de Nanã, Olorun também sentenciou: “Serás chamada por todos de Minha Mãe, pela eternidade” entregando a ela o Ori, Iemanjá passou a ser a Iyá Ori. Mas Iemanjá acabou por abusar do poder que lhe fora confiado e por esta razão Olorun a puniu dividindo o conhecimento e o poder que pertencia apenas a ela.

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Banho de Ervas e do procedimento correto para fazê-lo

A erva no culto do Candomblé é o fundamento mais importante, porque é ela que vai prepar o iniciado para receber o axé e o seu Orixá, são as ervas que encantam, purifcam e banham de axé os ibás e utensilios da casa.

Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de energização serve para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras com energias positivas e trazendo uma sensação de alívio, conforto e bem-estar. É o refresco do espírito.

O uso destes banhos são de grande importância e depende da manipulação correta para que funcione, bem como, é necessário certos procedimentos como rezas e etc…

Existem banhos com ervas frescas (que são os mais indicados e usados) e raros banhos feitos com folhas secas.

Alguns itens a serem observados:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

4. Acender uma vela antes de começar, sentar-se no chão (em uma esteira) e estar com roupa clara e corpo limpo.

5. Fazer entonação da cantiga ou reza correta.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de energização, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho. Após o banho utilizar roupas claras.

Um banho de folha para ser eficaz, deve começar pela colheita na lua e horário correto, fazer a reverência e agradecer os Orixás da Terra e Ossain que é o patrono das folhas.

ENCOMENDE O SEU BANHO DE ERVAS PELO E-MAIL: EWEORISA@GMAIL.COM

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Odú Alafia Meji

16 – OTURÁ: Confirmação do pleno êxito, contentamento, ou ALÁFIA felicidade, lucros, herança, viagens; o branco deve fazer-se sempre presente. De preferência, fazer negócios aos domingos.

Responde com 16 (dezesseis) búzios abertos.
ALÁFIA é o 16º ODÚ no jogo de búzios e o 13º na ordem de
chegada do Sistema Ifá, onde é conhecido pelo nome de OTÙRÁ MEJI. Em
Ifá, é conhecido como “TULÁ MEJI”, e, no jêje, como “OTULÁ MEJI”.
Em yorubá, é denominado, por vezes, de “OTUWÁ”, que significa:
“tu estás de volta.” É conhecido, ainda, pelo nome de “ALÁFIA”. O termo
yorubá mais comum é “ÒTURÁ MEJI”, que evoca a idéia de separar,
desligar, apartar. OTURÁ MEJI é o mestre das línguas, indicando quando
alguém tem duas palavras. Aquele que cai sob este signo costuma ser
muito falador.
ALÁFIA é um ODÚ composto pelos elementos ar sobre fogo, com
predominância do primeiro, o que indica a hesitação do ser, diante do
domínio dos instintos. É a fêmea que, desejando se entregar, finge
resistir. É o devaneio, a vocação artística, influenciada pelo
sentimentalismo e pelo amor.
É um signo muito bom, sempre pronto a beneficiar, e que
responde afirmativamente, embora prenunciando tempo variável.
Aláfia rege as raças humanas diferentes (exceto a raça negra), a
palavra, as roupas longas, a cegueira, a mendicância, as disputas, o
grande caramujo “AGÊ”, a tartaruga terrestre (“LOGOZO”) e os animais
inofensivos.
Como mestre das línguas, indica quando alguém tem duas
palavras e utiliza o poder da eloquência a seu favor. Tem o domínio da
boca e, assim como LEGBA, diz coisas boas e más. Morfologicamente,
representa dois braços abertos, uma vulva pronta a ser penetrada, uma
possibilidade de conquista e de prazer, uma acolhida afetuosa e
sincera.
Sua influência no corpo humano pode provocar inércia da vida
celular ou disfunções fisiológicas, apatia dos órgãos e relaxamento
patológico dos tecidos. Corresponde ao ponto cardeal sudoeste, ao
arcano nº 14 do Tarot ( A “TEMPERANÇA”) e seu valor numérico é o 5, e
corresponde ao ponto cardeal Sudoeste.
Suas cores são o azul, branco e dourado, gostando muito de tudo o que
é estampado com estas três cores. É um ODÚ feminino, representado
esotericamente por um busto humano, trajando blusa especial,
chamada anteriormente de “NAHWÃMI”, e conhecido atualmente como
“KANSÔ. Está blusa é usada no Abomehy, somente pelos ministros do rei
e seus soldados, não devendo ser confundida com o “WODUWA” (fon) ou
“AGBADÁ” (yorubá), usado pelo rei, pelo grande “BOKONÔ do rei e por
algumas poucas personalidades sacerdotais.
Antes de falar em OTURÁ, alguns advinhos dizem: “OTWÁ, OTWÁ,
OTWÁ, A DIFÁ FUN NUM”. Este é o signo que consulta Ifá para a boca.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ALÁFIA MEJI pode indicar: vocação artística,
sinceridade no amor, amor correspondido, sabedoria, conquista de
alguma coisa, prazeres, acolhimento afetuosos.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: domínio dos instintos (as
necessidades físicas sobrepujando a razão e induzindo ao erro), falta de
determinação para dizer não, pessoa de caráter dúbio, de duas caras,
sem palavra.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: ORÙNMILÁ, OBÀTÀLÁ, ODÙDÙWÁ, ELEGBÁ, AGÊ, SALUGA.
VODÚNS Jêje: LEGBÁ, DUDUWÁ, HOHOVI, DÃ, GUN, TOHOSÚ, ÒRUNMILÁ.
Aos filhos de ALÁFIA MEJI é vedado: possuir cão e tê-lo perto de
si. Comer galo, milho assado, inhame pilado, carne de porco, carne de
tartaruga, portar facas ou armas brancas, vestir AGBADÁ, fazer uso de
tabaco e nem ser indiscreto. É recomendado, aos regidos por este
signo, dar esmolas, e, quando possível, ter perto de si um destes
pequenos altares que os muçulmanos utilizam para fazerem as suas
preces.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Essa é uma indicação a qual todos os ODÚ respondem
favoravelmente.
A indicação de ALÁFIA, é a representação favorável do Universo,
é a verdade, o sucesso e a paz, dando indicações importantes, bons
lucros, recebimento de herança, viagens prósperas e amor
correspondido.
A indicação desse signo é feliz, tanto para o consulente quanto
para o BABALAWÔ, pois o cliente terá, daí em diante, um novo início de
vida, necessitando apenas de uma pequena orientação e alguns
agrados aos ÒRÌSÁ, fazendo resguardo nas terças-feiras para ORÙNMILÁ,
usando branco até que todos os propósitos e pendências sejam
totalmente resolvidos.
Para favorecer a atuação do ODÚ, a pessoa por ele regida, ou sob sua
influência, deverá tomar banho de acaçá com mel e/ou banhos com
folhas calmas e doces, tais como: saião (ewê odudun), colônia branca
(ewê ipèpèrègún), manjericão branco, poejo, algodão (ewê ewú),
alecrim, alfazema e 16 folhas de OBÍ (para pessoas de SANGÔ, usar as
folhas de ORÒGBÔ).
Saudação em Fon (jêje)
NI KAN TULÁ MEJI Nós saudamos ÒTURÁ MEJI
NUNSÉ MA DO AZÔ LÍN É Ô Que as palavras de sua boca jamais
sejam para nos acusar
Saudação em Nagô
EJOBÊ BABÁ
RU DÍ LÒMÃ
BANHO DE FOLHA PARA SER DADO APÓS O EBÓ ODÚ :
– MARIWÔ (broto de dendezeiro)
– TETEREGUN (cana do brejo)
– EWETETE (caruru sem espinho)
– EFININ (alfavaquinha miúda)
– ERINRIN (oriri)
– EWEAFERE (rutamba)
– OBÊ ÓGUN (espada de São Jorge)
– PÊRÊGUN
Ao terminar de passar o ebó, e após o mesmo ter sido
entregue nos locais respectivos, levar o cliente numa queda d’água,
quebrar-lhe um ovo na testa e passar um AJABÓ (quiabo batido com
água). Após, dar-lhe o primeiro banho, que será com água de canjica.
Logo após, dar-lhe um banho na cachoeira e então dar o banho de
folhas.
O cliente deverá ficar 16 (dezesseis) dias de resguardo.
No dia do Ebó ODÚ o cliente só poderá comer 1(uma) maçã e
tomar um copo de leite. Mais nada.
Após 7 (sete) dias), deverá ser dado um OBÍ no cliente, e/ou
OGBORÍ, ou, até mesmo, obrigação grande, se for o caso.
A quantidade de elementos no ebó ODÚ é de acordo com o
número do ODÚ a ser cuidado.
Quando o ebó ODÚ não tiver relação com EGUN ou ÈSÚ, os banhos
deverão ser sempre de ervas frias.
– SAIÃO
– ORIRI
– ALGODÃO
– OSIBATÁ
– OJUORÔ (Santa Luzia)
Obs: Os banhos serão sempre com folhas frescas.

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Odú Obeogunda Meji

15 – OBEOGUNDÁ: Pessoas com problemas nas pernas, guerra e disputa por mulher ou homem, negócios com pouca chance de vitória, progresso incerto. Traz também riqueza, prosperidade quando em outra fase de transição para seus nativos. Inicia inúmeras situações deconcertantes até ocasionar guerra, através de intriga, inveja, ambição, danos
morais e materiais. Processos, separações, perda de dinheiro e de propriedade.

Responde com 15 (quinze) búzios abertos.
Em Ifá é conhecido, entre os fon (jêje), como “LETÊ MEJI”,
suprimido o sufixo da palavra Yorubá “IRETÊ”. Chama-se ainda, segundo
alguns nagô, de “OJÍ LETÊ”, ou “OLÍ ATÊ”, significando o “KPOLI” da Terra.
Em yorubá, “IRÊ TÊ” significa “a Terra consultou Fazun”. Corresponde, na
geomancia européia, à figura denominada “PUER”.
OBEOGUNDÁ MEJI é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre
água, com predominância do primeiro, o que indica dinamismo
inicialmente existente, que tende a transformar-se em auxílio poderoso,
mas que o benefício auferido será sempre em favor de outrem. É o
macho que luta e se sacrifica em favor da fêmea. A atividade é
impulsiva e independe da vontade do agente. É o sem juízo.
Corresponde ao ponto cardeal Noroeste, à carta nº 11 do Tarot
(a “FORCA”) e seu valor numérico é o 3. Suas cores são o vermelho vivo,
o negro, o cinzento, o azul e o branco. É um ODÚ masculino,
representado esotericamente por um quadrado dentro de um círculo. O
quadrado representa o domínio do que conhecemos, o mundo material,
a Terras. O círculo representa o ignoto, o céu.
O círculo, representação de tudo que desconhecemos, chamase
“WÉKÉ”. Verifica-se, ainda, “WÉKÉ-NON”, mestre do oculto e um dos
nomes honoríficos de LISÁ e de DÀGBADÁ-HWEDÔ.
“GBÊ” designa tudo que é perceptível aos nossos sentidos, a
vida, da forma que a percebemos. “GBÊ-TO”: pai da vida, aquele que
comanda; o pai da criação visível.
IRETÊ, no entanto, não é o mundo inteiro, conhecido ou
desconhecido. Se o ignoto é visível através da figura em forma de
círculo, é para melhor enquadramento através do retângulo, ao qual
devemos, na verdade, dirigir nossa atenção. E é este quadrado que,
efetivamente, pertence a Iretê. Se tivermos que “colorir” essa figura,
representaríamos o céu (círculo) em branco (cor lisa) ou em azul (cor
efetiva do céu, conforme o vemos). A Terra (quadrado) seria
representada em vermelho, cor do VODUM SAKPATÁ.
Aquele que encontrar IRETÊ, deve oferecer 40 (quarenta)
moedas, uma garrafa de aguardente e uma galinha a IGBADÚ (ou IGBAADÚ).
Esta galinha deverá ser solta no quintal do babalaô, devendo ser
enterrada, quando morrer naturalmente.
IRETÊ é o signo da Terra (“ILÊ”, em yorubá). “AYKUNGBAN”(fon) é o
domínio terrestre. Dessa forma, tudo o que está morto lhe pertence,
mas a morte em si é propriedade de OYEKÚ MEJI.
Este signo traz os abcessos, os furúnculos, a varíola, uma febre
eruptiva e mortal conhecida como “NUTITÉ”, e a lepra (“ADETÊ”, em
yorubá, e “GUDÚ, entre os fons). Contudo, os fons jamais se referem a
lepra por este nome, preferindo chamá-la de “Azon-vo”, o mal
vermelho, considerada, por eles, como uma doença mais hereditária
que contagiosa.
Esse signo não deve jamais ser invocado em companhia de
OSÊ MEJI. “BOKONON MA DO Ô”, que significa “um advinho não pode dizer
isto”, em referência ao nome de AMOLU, gerado no encontro desses dois
signos (IRETÊ e OSÊ).
Este ODÚ influencia o corpo humano, provocando atividades
excessivas das funções fisiológicas e da vida celular, ocasionando
febres, congestões, irritações e enfermidades inflamatórias. É uma
figura muito negativa, que responde quase sempre com um não.
Anuncia tempos ruins, crises agudas, traumatismo, ferimento por
acidentes. É, ainda, causador de hematomas e pancadas.
Seus filhos são sempre impulsionados pelo desejo de conquista
e de domínio, não hesitando, para lograr esse objetivo, em assumirem
atitudes ameaçadoras, que visem a manter controle permanente sobre
a situação.
São pessoas corajosas, audaciosas, presunçosas, mas muito
solícitas, e prontas a socorrer quantos necessitem de seus préstimos.
Possuem caráter altivo, sarcástico e indisciplinado. São amantes do
trabalho e batalhadores entusiastas.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OBEOGUNDÁ MEJI pode indicar: domínio absoluto
de uma situação, amor correspondido, influência, respeito, auxílio poderosos, dinamismo.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: falta de juízo, atitudes
egoístas, indisciplina, uma aventura que terá final desastrosos,
violência, ciúmes, cólera incontrolável, violência sexual, estupro.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de lepra, varíola, atrofia
muscular, inflamações intestinais, impotência sexual, febres eruptivas,
hepatite, lesbianismo.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OMOLÚ, OGUN, SANGÔ, OBÁ, YEMANJÁ e IGABAADÚ.
VODÚNS Jêje: KENNESÍ, GBADÚ, GUN, NÃ, SAKPATÁ, DÃ e HEVIOSO.
Aos filhos de OBEOGUNDÁ MEJI é vedado comer feijão descascado,
pilado e temperado com azeite de dendê, feijão de casca vermelha e
suas folhas, galinha d’Angola, farinha de acaçá, banana da terra,
inhame, assim como todas as coisas oferecidas a DÃ, SAKPATÁ e NANÃ.
Deve, também, evitar ingerir camarão, carne de antílope, carne de
porco, pimenta, mamão, vinho de palma e azeite de dendê.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ, possui uma função muito severa, a qual é iniciar
inúmeras situações deconcertantes, até ocasionar guerra, geralmente
através de intrigas, invejas e ambições.
Quando ele, determina castigos em sua fase regida, as
situações se tornam por demais perigosas e delicadas, ocasionando
danos morais e materiais, tais como processos, separações, perda de
dinheiro, de propriedades, de objetos de muito valor, de emprego, risco
de haver um crime, risco de incêndio.
Entre tantas situações pesadas, esse signo também ocasiona
sérias perturbações orgânicas e uma demanda perigosa com um
homem, por provocações advindas de uma mulher.
Apesar de imposições rígidas desse ODÚ, o mesmo, após
algumas séries de experimentações, finalmente alivia as pessoas por
ele regidas, possibilitando vitórias, principalmente quando existir
questões relacionadas com a justiça, as quais receberão julgamentos
justos.
As pessoas desse signo ou sob sua influência, são favorecidas
apenas em pequenos negócios e pequenos lucros, poucas são as
possibilidades de sucesso, mas também não quer dizer que as pessoas
desse ODÚ serão sempre pobres sem que realizem alguns dos seus
projetos e sonhos.
OBEOGUNDÁ nas quatro posições:
– somente uma única oportunidade
– nascer para o ÒRÌSÁ (feitura de santo)

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Odú Iká Meji

14 – IKÁ: Perversidade, desfrutar boa ocasião, ganho de mulher com o corpo, malfeitos, remorsos, paz, fortuna e bem-estar fácil no fim de qualquer tempestade, vitória qualquer que seja o terreno.

Responde com 14 (quatorze) búzios abertos.
IKÁ MEJI é o 14º ODÚ no jogo de búzios, e o 11º da ordem de
chegada pelo sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá
é conhecido, entre os fons (jêje), como “KÁ MEJI”. Os nagôs o chamam
também de “OKÁ”, palavra que designa a serpente venenosa “AMANÕNÚ”.
Os yorubá também dizem “FÁ MEJI” dividido em dois, ou “IJÍ OKÁ”, duas
serpentes.
IKÁ MEJI representa DÃ, a serpente (“OJÔ” em yorubá); rege
todos os répteis do campo, como, também, um bom número de animais
que vivem na floresta, como os macacos, os lagartos e certos pássaros,
como o “sasagolé” (espécie de tucano), a “alwalokolwê” (espécie de
rola), os caramujos, os ouriços e todos os peixes. IKÁ MEJI rege todos os
animais de sangue frio, aquáticos ou terrestres. De uma forma geral ele
busca o frescor.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada
“RUBEUS”. É um ODÚ composto pelos elementos água sobre terra, com
predominância do primeiro, o que indica que o objetivo é em si mesmo,
o obstáculo que se renova permanentemente, provocando a
necessidade de se reiniciar a tarefa e a conseqüente revolta do
indivíduo, contra si próprio e contra o mundo, que passa a considerar
injusto e mau feito.
Criou a piedade e o amor filial. Ao contrário do que algumas
pessoas pensam, não se ocupa da fecundação, e sim dos abortos e das
falsas gravidez. É tido como o signo que mata as crianças, provocando
abortos, sempre acompanhados de hemorragias incontroláveis, o que
pode ser evitado, através de ebós específicos, a ele relacionados.
Os macacos vieram ao mundo por este signo, que é o ODÚ
principal dos gêmeos selvagens (“ZUN” e “HOHÔ”). Seu aparecimento, na
consulta de uma mulher grávida, pode diagnosticar, portanto, o
nascimento de gêmeos. Também a vinda dos “HAUSSÁS” à Terra é devida
a este signo.
Corresponde ao ponto cardeal este-sudoeste, à carta nº 7 do
Tarot (a “CARRUAGEM”) e seu valor numérico é o 11. Suas cores são o
vermelho, o negro e o azul. É um ODÚ masculino, representado
esotericamente por uma serpente.
Morfologicamente IKÁ MEJI exprime a idéia de algo que esteja
prestes a explodir: uma granada, uma bomba, um caldeira. E esta idéia
se estende a situações de aspecto explosivo, como uma greve, uma
briga ou uma situação insustentável.
Determina conquista pela força, sem trégua, sem piedade. Os
naturais desse ODÚ são pessoas impulsivas, corajosas e, quase sempre,
violentas. Nunca medem as conseqüências e nem hesitam diante do
perigo.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), IKÁ MEJI pode apontar: vitória sobre os
inimigos, controle de uma situação tumultuada, coragem para
enfrentar um problema, sorte com o sexo oposto, conquista amorosa.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: envolvimento com
polícia, inimigos declarados e perigosos, crimes sexuais, violências,
agressões impostas ou sofridas, revolta, filho adulterino.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala, quase sempre, de
impotência, frigidez, atrofias e inflamações musculares, problemas do
fígado e da vesícula, interrupção do fluxo sangüíneo ou menstrual,
doenças de pele (erupções), rubéola, sarampo, inflamações externas,
desarranjos intestinais, hemorragias seguidas de abortos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OSUMARÊ, SANGÔ, OGUN, YEWÁ, AGÊ, ÒSÀLÁ, EGUN, IRÔKO e IBEYGI.
VODÚNS Jêje: HOHOVI, HEVIOSO, DÃ, TOHOSÚ, LISÁ, GUN e LOKÔ.
Aos filhos de IKÁ MEJI é vedado: comer peixe defumado, carne de
cobra, jacaré de pangolin, macaco (esta última proibição é punida com
a morte), batata doce e vinho da palma. São proibidos de beber em
cabaça, seja o que for. Os nascidos sob este signo devem abster-se de
usarem “ABUTÁ”, que são os panos coloridos usados e fabricados no
Abomey. Para as pessoas nascidas sob este ODÚ, todos os sacrifícios, a
ele oferecidos, devem ser despachados nas águas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ favorece a um novo despertar e determina um cargo
importante, traz muitas surpresas boas e poucas surpresas ruins.
Ele determina muitas felicidades, tais como: desembaraços de
documentos, heranças, bons lucros em todos os tipos de negociações,
uniões, casamento, boas amizades, etc., porém de um momento para o
outro, a boa situação poderá mudar, pois a sua fase negativa indica
prisões, gravidez por adultério, estelionato, calúnias, agressões e
confusões.
As pessoas regidas de IKÁ, são sempre muito confiantes e, por
essa razão, chutam a felicidade, passando ao arrependimento logo
após, mas elas, inúmeras vezes, se recuperam e se renovam, após
obstáculos, cheios de esperança a cada momento e de imediato,
conquistam novas amizades com mais precisão e muita cautela em
tudo e por tudo, pois não sabem e nem gostam de solidão, odeiam a
mesma por demais e por essa razão adquirem muitas lábias.
São pessoas por demais prestativas e agradáveis, fingem ser
viris, gostam de vaidade e esforçam-se para sobressaírem em todos os
meios e em todas as áreas, lutando com a sua dupla personalidade.
Todas as vezes que esse ODÚ aparece bem posicionado num
determinado jogo (futuro positivo), significa possibilidades boas
notícias, tais como: cargo no santo, viagens, convites, heranças,
nomeações, lucros, presentes, reconciliações, compra de imóveis,
mudança de residência para uma melhor, etc.
O local de entrega para o presente é na beira da cachoeira,
sendo que a metade do presente ficará na água e a outra metade na
terra. Fazer ÒRÌKÍ, e, na volta, dar comida a OSUMARÉ.
IKÁ na 1ª posição = aviso de alerta, ter
prudência e sagacidade.
IKÁ na 2ª posição = falsidade, más notícias,
pe-rigos futuros.
IKÁ nas 1ª e 2ª posição = falsidades, más
notícias, perigos futuro.
IKÁ nas 1ª e 3ª posições = abandono total de
proteção, condenação
IKÁ na 3ª posição = caminhos fechados,
embaraços, fracassos, perigos.
14
14
14
IKÁ nas 1ª, 2ª e 3ª posições = abandono total
de proteção.
IKÁ nas quatro posições:
Apenas uma oportunidade e única chance de
perdão = fazer obrigação para o santo

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Odú Ejiologbon ou Oyeku Meji

13 – OLÒGBÓN: Lutas difíceis, astúcia, sagacidade e destreza para conseguir fortuna ou bem estar.
EJIOLÒGBÓN ou OYÈKÚ

Responde com 13 (treze) búzios abertos.
EJÍ OLÒGBÓN é o 13º no jogo de búzios e o 2º na ordem de
chegada do sistema Ifá, onde é conhecido como OYEKU MEJI. Em Ifá é
conhecido, entre os fon (jêje), como YEKÚ MEJI, palavra cuja etimologia é
desconhecida.
Existe uma corrente que pretende dar a esta palavra um
significado que está ligado ao termo “YÊ” (aranha) e “KÚ” (morte), por
considerar-se a aranha como um animal de mau agouro e anunciador
da morte. Já em Nagô, o sentido pode ser o seguinte: “tudo deve
retornar depois da morte.”
Os nomes honoríficos deste ODÚ são: ALAGBA BABA EGUN (velho pai
dos EGUNS); Alagba Baba Mariwô (velho pai do mariwô). Títulos este que
designam o chefe vivo dos “KUTUTO”, de quem OYEKÚ MEJI é o chefe
espiritual; “YE-KU-MA-YEKE” (nós somos compostos de carne e de morte); e
“ZAN-KI” (o dia está morto), esta última expressão usada pelos arautos;
“ago zangulê”, do Abomey, para anunciar a morte do rei.
JIOGÊ ou EJIOGÊ (dois “YÊ”, duas mães), evocando como EJIOGBÊ, a
dualidade céu e terra.
EJI OLÒGBÓN corresponde, na geomancia européia, à figura
denominada “POPULUS”. E é um ODÚ composto pelos elementos terra
sobre terra, o que indica a saturação total, o esgotamento de todas as
possibilidades de acrescentar-se algo, o fim de um ciclo, a morte.
Corresponde ao ponto cardeal oeste, à carta nº 13 do Tarot (a
“MORTE”) e seu valor numérico é o 16. Suas cores são o negro, o branco
nacarado e o cinza prateado. É um signo feminino, representado,
esotericamente, por um círculo inteiramente negro, ao contrário de
EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ). OYEKÚ é a noite, o inverso do dia; a morte, o inverso da
vida.
Alguns advinhos afirmam que este foi o primeiro ODÚ a ser
criado, tendo perdido seu lugar para EJIOGBÊ. Esta opinião prende-se ao
fato de que as trevas existiam antes que fosse criada a luz. OYEKÚ MEJI
(EJIOLÒGBÓN) é exatamente o contrário de EJIOGBÊ, ou sua complementação.
Representa o ocidente (“LISAJÍ”), a noite (“ZAN”) e a morte (“KU”).
Quando EJIOGBÊ veio a Terra, não existia a morte. OYEKÚ MEJI
(EJIOLÒGBÓN) aqui a introduziu e dele depende o chamamento das almas e
suas reencarnações após a morte. OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) participa dos
rituais fúnebres e um pouco das guerras. É ele quem comanda a
abóbada celeste durante a noite e o crepúsculo.
Devido a sua influência direta sobre a agricultura e toda a
produção agrícola, aqueles que nascem sob este signo poderão ser
excelentes agricultores. Todos reconhecem neste ODÚ uma enorme
influência e uma estreita relação com a Terra, que reafirma sua
condição de oposição a EJIOGBÊ, que comanda o Céu.
OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) ensinou os homens a alimentarem-se de
peixes. Com este signo vieram ao mundo o couro de crocodilo, o
focinho do hipopótamo, o chifre do rinoceronte, e todos os animais (de
pelo ou de penas) que possuem hábitos noturnos; as nodosidades das
madeiras e os nós das cordas.
Representando tudo que é neutro, ineficiente, fatal, o
conformismo, aquilo que cai, que se decompõe. É o declínio do sol, o
final do dia, o fim de uma etapa. Anuncia um acontecimento nefasto,
uma notícia desagradável, um falecimento, uma condenação na justiça.
Determina sempre o fim radical de uma situação, ou que pode ensejar,
ou não, o surgimento de uma nova condição.
Os filhos deste ODÚ são pessoas dóceis, de temperamento
mórbido, que preferem ser dirigidas e orientadas por alguém em que
depositam confiança cega. Preferem viver em grupo.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), EJIOLÒGBÓN MEJI pode apontar: mudanças para
melhor, fim de uma situação desagradável, boa orientação de alguém
que deve ser seguida, desmascaramento de certa pessoa que vem
agindo com falsidade, intuição correta, capacidade de convencer,
eloquência, fidelidade no amor, neutralidade em relação a uma briga
ou disputa envolvendo outras pessoas.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: ineficiência,
incapacidade de tomar decisões, queda de situação, morte do
consulente ou de pessoa a ele ligado. Fala, principalmente, de morte de
pessoa do sexo feminino. Notícias ruins que estão para chegar;
rompimento definitivo de qualquer relação; esgotamento de
possibilidades e de recursos.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de problemas com as vistas,
os estômago, aparelho digestivo em geral, bexiga, útero, queda de
temperatura do corpo, perturbações emocionais, alucinações
fantasmagóricas.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: NANÃ, IYÁMÍ OSORONGÁ, ÒMÒLÚ, OBÁ, OLÒKÚN, OYÁ, OSÓSI, OGUN, ÈSÚ, EGUN e ÒRÍ.
VODÚNS Jêje: IGBAADÚ, KUTUTO, TOHOSÚ, DÃ, SAKPATÁ e HEVIOSO.
Aos filhos de EJIOLÒGBÓN MEJI é vedado: destruir, seja por fogo,
veneno ou algum outro modo, qualquer tipo de formigueiro. Também o
vinho da palma lhes é vedado. Não devem usar perfumes fortes e nem
roupas vermelhas.
Para manterem seu signo sempre em IRÊ (positivo) devem
banhar-se com folhas de cabaceiras e algas. A pérola negra e o quartzo
fumado são excelentes catalisadores das vibrações positivas deste ODÚ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ é um dos mais velhos e as pessoas regidas por ele,
poderão vencer as maiores dificuldades, mas não possuem muita sorte
no amor e, por essa razão, vivem constantemente perturbadas, porém
não deixam de ser trabalhadoras, honestas ao extremo, possuem muita
vontade própria, são muito conscientes, sensíveis, e quando se sentem
agredidas, tornam-se, momentaneamente, vingativas.
Esse signo, representa a morte, ocasiona acidente, destruições,
traições e separações; mas, de um momento para o outro, poderá
haver o fim de um longo sofrimento e surgir um novo horizonte cheio
de surpresas.
Quando ele se apresenta, costuma indicar a morte para o
consulente ou para uma pessoa da família. E o tipo de morte é quase
sempre por feitiços, principalmente em cemitérios, pois ele tem
demasiado envolvimento com EGUN.
As pragas e os feitiços das pessoas desse ODÚ, são por demais
perigosas e com muito efeito, e infelizes serão os seus inimigos os
quais tentarem guerrear ou cair no desagrado.
Para as pessoas que se encontrarem doentes, qualquer
posicionamento será perigoso, com exceção, e unicamente, quando
cair a direita (lado do futuro positivos).
Se sair 13 (OLÒGBÓN) na 1ª posição = perigo
de morte e entrega do ebó no mato.
Saindo 13 (OLÒGBÓN) na 2ª posição = notícia
ou futuro perigo de morte e entrega de ebó
na água.
Se cair 13 (OLÒGBÓN) na 3ª posição = morte
em poucos dias e entrega do ebó no mato.
OBS. : Quando sair nas três posições = o caminho será água
Se sair 13 (OLÒGBÓN) nas 4 posições = cercado
pela morte, porém há uma pequena
esperança: “nascer” para o ÒRÌSÁ (feitura de
santo).

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Odú Ejilaxebora Meji

12 – EJILASÈBORÁ: Vitória em todas as lutas, agonia e desassossego, mas sempre vencendo admiravelmente.

Responde com 12 (doze) búzios abertos.
EJILASÈBORÁ é o 12º ODÚ no jogo de búzios e o 3º na ordem de
chegada de ORÙNMILÁ, quando é conhecido por IWÒRÍ MEJI. Este signo é
considerado como o encarregado da função de decepar cabeças, num
mundo que nos é inteiramente desconhecido. Foi a este ODÚ quem MAWÚ
(OSÀLÁ, entre os jêjes) confiou o cutelo do carrasco. Corresponde, na
geomancia européia, à figura denominada “CONJUNCTIO”.
EJILASÈBORÁ é um ODÚ composto pelos elementos água sobre ar, o
que determina um encaminhamento dos esforços, ao encontro de
obstáculos que poderão ou não ser transpostos, dependendo d
qualidade de esforços despendidos neste sentido. Significa que duas
forças conflitantes se confrontam e que o resultado dessa disputa
tende sempre em favor do lado mais fortalecido.
Corresponde ao ponto cardeal Sul, do qual é o regente, sendo
[em conjunto com EJIOGBÊ (ou EJIÒNILÊ - Leste), ODÍ (Norte) e OYEKÚ (ou
OLÒGBÓN - Oeste)], um dos quatro ODÚ, principais do Sistema Ifá. Seu
valor numérico é o 10 e corresponde, no Tarot, à carta nº 5 (os
“AMANTES”).
EJILASÈBORÁ MEJI representa “XUJI” (o sol), e “KÃ LI” (os animais
selvagens que habitam as florestas, as bestas ferozes, principalmente a
Hiena (“WLÁ”) e o leão (“KINIKINÍ”).
Expressa e idéia de contato, de troca de relação entre dois
seres ou duas coisas. Refere-se a tudo o que diz respeito a união,
casamento, contratos, pactos, acordos, compromissos etc.
Esta figura exprime tudo o que entra em contato, não só por
associação, como, também, por oposição. Desta forma, o confronto de
dois homens, dois exércitos em luta, desde que ocorra um contato bem
próximo, corpo a corpo. Dessa forma, um acoplamento sexual ou,
ainda, um par de dançarinos em ação, também estarão sob sua
influência.
Pode significar, ainda, o fim de uma estadia sobre a Terra, a
morte do corpo físico, daí se nome significar “cortar a cabeça”.
Simboliza, ainda, a ligação entre o Céu e a Terra, o caminho que une os
dois planos e que deve existir material e espiritualmente, possibilitando
a evolução espiritual do ser humano.
As pessoas regidas por este ODÚ são sensíveis, amáveis e
cordiais, adoram relacionamentos superficiais e numerosos,
dificilmente assumem compromissos que durem muito tempo, o que
provoca uma constante troca de parceiros. Costumam entediar-se até
com as melhores coisas da vida.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), EJILASÈBORÁ pode apontar: vitórias em todos os
sentidos, situação de desespero que chega ao final, sendo superada
com esforço. Fortalecimento espiritual, inteligência, um relacionamento
de amizade que se transforma em romance.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ deve indicar: troca ruim que
traz maus resultados, morte no sentido literal da palavra, um inimigo
difícil de ser derrotado, associação prejudicial, compromissos que não
podem ser satisfeitos. Tendência ao suicídio, desespero.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ indica, principalmente,
distúrbios nervosos, paralisias locais ou gerais, falta de coordenação
motora, epilepsia total, catalepsia.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: SANGÔ, OGUN, OSOSI, IRÔKO e OBATALÁ.
VODÚNS Jêje: GUN, AGÊ, LISÁ, TOHOSÚ E LOKÔ.
Aos filhos de EJILASÈBORÁ é vedado: comer carne de qualquer
animal morto por decapitação, ingerir mel de abelhas ou qualquer
alimento que o contenha. Matar ou colecionar borboletas, nem objetos
adornados com suas asas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ é o mesmo que outorgou poderes aos 12 (doze)
ministros de SANGÔ, os quais seis podem absolvem e 6 condenam.
As pessoas sob a influência desse signo, ou por ele regidos, são
pessoas prestativas, inteligentes, justas, possuem bom coração; e,
mesmo quando ocupam uma posição social elevada, jamais têm a pose
de um rei ou de um ministro.
O homem desse signo é, quase sempre, predestinado ao
trabalho pesado, mas encontrará sempre ajuda de um amigo nos
momentos difíceis. Também poderá receber uma herança e ter grande
futuro, agora, tanto para o homem, quanto para a mulher, ele prediz
que haverá sempre muitas batalhas na vida.
Quando esse ODÚ se apresenta no jogo, deve-se despachar a
porta e encerra-se o jogo imediatamente, soprando-se em direção à rua
com as duas mãos (como se tivesse algo entre as mãos).
Quanto ao consulente, esclareça que realizará seus internos,
desde que haja a feitura de ÒRÌSÁ ou confirmação (OGÃ ou EKEJI), ou de
uma grande obrigação, pois caso contrário, o mesmo fracassará.
Com relação ao jogo, o cliente deverá fazer um pequeno ebó
(tudo branco, em número de 4), dar-lhe um banho de folhas frias e
mandar que retorne após 3 dias, durante os quais deverá tomar banho
com as folhas que foram preparadas para ele. Ao voltar, dar-lhe o 4°
banho, voltar para o jogo e continuá-lo de onde parou.
Quando sair no jogo ÒSÁ e, em seguida, EJILASÈBORÁ, indica que o
consulente terá grandes dores de cabeça, podendo se tornar um ébrio
ou um débil mental. Essa indicação também é estendida a alguém da
família, que correrá o mesmo risco.
Quando esse signo se apresenta em qualquer posicionamento,
encerra-se o jogo, pelo fato do mesmo dar o veredicto de que a solução
será mediante uma grande obrigação de santo.
A finalidade desse ODÚ, é avisar de perigos que poderão vir a
acontecer tais como: prisões, brigas, misérias, sangue, ruínas, perdas
de tudo e desgraça total caso não seja afastado os fatores negativos
através do ebó e grandes obrigações aos ÒRÌSÁS.
Quanto ao presente, deverá ser entregue numa pedreira, bem
no alto, ao raiar do sol, de frente para o nascente, fazendo o ORÍKÍ. Na
volta, dar comida a SANGÔ.
Dar caminho a 7 (ODÍ), 9 (OSÁ) e 4 (IRÒSÚN)
Depois dos ebós feitos, espera-se quatro dias
para voltar a jogar, porém apenas com 4
(quatro) búzios, perguntando a ÒRÚNMILÁ quais
os tipos de obrigações que deverão ser feitas
para o cliente e para quais ÒRÌSÁS

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